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Desabafos de um ser em transição

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Nó

 


Um nó

Atado

Preso

A seco

Em um 

Total 

E completo 

Poço

De obscuridade 


Tal nó

Não 

Desata 

Ata 

Com 

Tamanha 

Intensidade 


Nó

Se emaranha

Em vários

Se sobrepondo

A uma

Realidade 

Do corpo vítreo

Tal qual 

Como 

Uma total

Desconhecida


Nó

Entra 

E forma 

Ninho 

Com tanto 

Aconchego

Que este não 

Sai

Se enraíza 


Nó

É forte 

Enfraquece 

O corpo vítreo 

Que antes 

Era 

Inabalável 

A casca deste 

Permanece 

Rígida 

Pra transparecer 

Força 

Aos outros 


O interior 

Dessa casca 

Está 

Em fraturas 

Completamente

Sem rumo 

Tentando 

Lucidar 

O caos 

Da casca 


Nó

Que permeia 

Alma 

Do 

Corpo vítreo

Se embreaga 

De cristalgadas 

Gotículas

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Homenagem ao nascer

Nasci
levemente ao
doramento trivial
sem pestanejar.

O amor maternal
me foi desviado
aos tropeços
desiguais do
descaminhar.

Começo inseguro,
incerto
frágeis raízes
avitaminadas
sem firmeza
cambaleava.

Acolhedores
e furtivos abraços
trespassavam ao meu redor, 
clamando
a tão requisitada segurança.

Ao encanto "paternal" 
por aquele que briga,
mas não cai
olha para cima
e para baixo
e mantem
o olhar sorridente.


ri e se vai....

Derivação do ser

O ser 
imposto pela sociedade
deve em sua 
magnitude 
se definir em
apenas em feminino 
e masculino. 

O "feminino" 
é sobrecarregado de todas 
as amarras 
e pressupostos exigidos 
por todes.

Com toda conturbação 
o "feminino"
não mais se
identifica assim,
aparecendo 
derivações 
tornando 
o ser radiante 
de felicidade.

O ser 
independente 
de sua derivação 
pode e deve 
lutar pelos seus ideais
definido apenas 
por uma coisa:
sua essência. 


sábado, 13 de novembro de 2021

Desabilitado


 O corpo 

Inabitado 

Há tempos 

Um preenchimento:

O vazio 


Nesse vazio 

Flores tentam nascer 

E florescer 

Mas a força do vazio 

É maior 


Semblante 

De pura inocência, 

Doçura e sonhos 

Comutando-se ao

Apático

Sem forças 

E sem vontade de lutar


A vitalidade 

Deste ser 

Um ser vítreo

Reluzente a luz do sol

Já não depara-se como antes


Esse corpo vítreo 

Se encontra em 

Crescente opacidade 

Que não permite 

O espectro furtacor 

E brilhante 

Esteja presente 

Apenas flores murchas 

Em seu interior


Todas as luzes começam 

A se apagar 

Neste ser

E percebe que a única luz 

Visível, 

Quente 

Agora habita é 

Extracorpórea. 


O ser 

Se constroem 

Em desfiles de "eus"

Cada ocasião um "eu" 

É criado para adaptação 

À viver em sociedade  



https://www.youtube.com/watch?v=WXyLdg4mJxo&list=RDGMEMQ1dJ7wXfLlqCjwV0xfSNbAVMWXyLdg4mJxo&start_radio=1


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

(Des)pretensão

Descansa,
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.

Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.

Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.

Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.










domingo, 9 de agosto de 2015

Feitiço

Noite cálida
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.

O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.


Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.

És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.








sábado, 11 de abril de 2015

A luz

Os floreiros
sutis
e galantes
crackearam
o fragilístico
corpo
vítreo.

O súbito
acaloramento
descompassado
aflorou
o cerne
postulado
morto.

Sorrisos,
risadas,
transposições
orlas macias
fluidificam
emotificâncias
no pulsante vital.

Unificadas
alianças
permearam
corpo/alma
mistificando
o universo
particular.