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Desabafos de um ser em transição

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

(Des)pretensão

Descansa,
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.

Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.

Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.

Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.










domingo, 9 de agosto de 2015

Feitiço

Noite cálida
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.

O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.


Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.

És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.








sábado, 11 de abril de 2015

A luz

Os floreiros
sutis
e galantes
crackearam
o fragilístico
corpo
vítreo.

O súbito
acaloramento
descompassado
aflorou
o cerne
postulado
morto.

Sorrisos,
risadas,
transposições
orlas macias
fluidificam
emotificâncias
no pulsante vital.

Unificadas
alianças
permearam
corpo/alma
mistificando
o universo
particular.

domingo, 9 de novembro de 2014

A rainha dos sonhos

As trasmutações
possiveis 
e impossiveis 
que uma única 
e singela 
tonalidade 
vocal 
irradiam
por todo 
corpo
de outrem
causando
efeitos
variados
e inesperados.

Apesar
de todo
espectro
gélido
aparente,
toda força
apresentada;
apenas
esconde
uma pessoa
levemente
emotiva
e fragilizada.

Sua alma
se transloca
em facetas
conquistadoras
abusando
de tal
eloquência,
estilo
executivo
e educação
primorosa.

Sua obscuridade
e iluminação
se entrelaçam,
porém seu
âmago
se condiz
a uma pessoa
dia
em busca
de sua pessoa
noite.

Exala
extrema proteção
e amor
por quem
tem seu coração,
tendo
feixes de romantismo.

Sim!!!
Quem tem
seu coração
é sua alma gêmea,
sua noite,
seu yang.





domingo, 13 de julho de 2014

Azul


Ao acaso
uma linda
e metamórfica
flor
surgiu
em um jardim
caótico.

Delicadeza
da sutil
flor camufla
sua ausência de
envolvimento
de sentimentalismo.

De todas
as cores
de uma flor
a mais
inusitada
e atraente
foi a azul.

Inesperadamente
essa flor
traduz
uma dualidade:
pétalas
de timidez
e um cerne
pouco desenvolvido
de extroversão.

Efetividade
singela
exclusiva
entre a flor
e o jardim
por pulsantes
em tonalidades
gélidas.

O jardim
por fim
não sabe se
já era caótico
ou se a flor
o tornou mais ainda.

“Os dispostos
se atraem
e os opostos
se distraem.”



domingo, 25 de maio de 2014

(Des)conhecida

Espectro
albino
resplandecente
de confiança
segura,
e energia
translúcida.

Noite
ou dia??
eclipse
pessoal
de contrapontos
e comportamentos.

Superfícies
tenras,
provocaticas,
macias,
apreciadoras
de mordidas
e resistíveis
de beijá-las.


Janelas
fragmentadas
de inquietudes,
loucuras
momentâneas
e emotificâncias
ilimitadas.

Gestos
aconchegantes,
protetor,
de toque
suaves
e ásperos
preenchidos
por certas
emotificâncias
calorosas.

Frieza,
secura,
sentimentalismo
dependentes
do humor
trivial.











sábado, 1 de março de 2014

Morena

Véu
negro
acalenta
fios
relutantes
de serenidade.

Alma
cintilante
e impermeável
a outrem.

Alvo
espectro
de fugaz
e brilhante
contradições
fascina
outrem
com suas
engenhosidades.

Orlas
macias,
hipnotizantes,
tenras
e distantes
de bocas
a beijá-las.

Olhar
espevitado,
sereno
e paciente
a loucura
de outrem.

Toque
algodoado,
provocativo,
delirante
e inerte
desnortea
outrem
deliberadamente.

Trejeito
inocente?
safado?
ou simplesmente
moderno?