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terça-feira, 7 de julho de 2026
Sobrecarga
terça-feira, 31 de outubro de 2023
Nó
Um nó
Atado
Preso
A seco
Em um
Total
E completo
Poço
De obscuridade
Tal nó
Não
Desata
Ata
Com
Tamanha
Intensidade
Nó
Se emaranha
Em vários
Se sobrepondo
A uma
Realidade
Do corpo vítreo
Tal qual
Como
Uma total
Desconhecida
Nó
Entra
E forma
Ninho
Com tanto
Aconchego
Que este não
Sai
Se enraíza
Nó
É forte
Enfraquece
O corpo vítreo
Que antes
Era
Inabalável
A casca deste
Permanece
Rígida
Pra transparecer
Força
Aos outros
O interior
Dessa casca
Está
Em fraturas
Completamente
Sem rumo
Tentando
Lucidar
O caos
Da casca
Nó
Que permeia
Alma
Do
Corpo vítreo
Se embreaga
De cristalgadas
Gotículas
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Homenagem ao nascer
levemente ao
doramento trivial
sem pestanejar.
O amor maternal
me foi desviado
aos tropeços
desiguais do
descaminhar.
Começo inseguro,
incerto
frágeis raízes
avitaminadas
sem firmeza
cambaleava.
Acolhedores
e furtivos abraços
trespassavam ao meu redor,
clamando
a tão requisitada segurança.
por aquele que briga,
mas não cai
olha para cima
e para baixo
e mantem
o olhar sorridente.
Derivação do ser
sábado, 13 de novembro de 2021
Desabilitado
O corpo
Inabitado
Há tempos
Um preenchimento:
O vazio
Nesse vazio
Flores tentam nascer
E florescer
Mas a força do vazio
É maior
Semblante
De pura inocência,
Doçura e sonhos
Comutando-se ao
Apático
Sem forças
E sem vontade de lutar
A vitalidade
Deste ser
Um ser vítreo
Reluzente a luz do sol
Já não depara-se como antes
Esse corpo vítreo
Se encontra em
Crescente opacidade
Que não permite
O espectro furtacor
E brilhante
Esteja presente
Apenas flores murchas
Em seu interior
Todas as luzes começam
A se apagar
Neste ser
E percebe que a única luz
Visível,
Quente
Agora habita é
Extracorpórea.
O ser
Se constroem
Em desfiles de "eus"
Cada ocasião um "eu"
É criado para adaptação
À viver em sociedade
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
(Des)pretensão
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.
Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.
Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.
Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.
domingo, 9 de agosto de 2015
Feitiço
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.
O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.
Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.
És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.