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Desabafos de um ser em transição

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Homenagem ao nascer

Nasci
levemente ao
doramento trivial
sem pestanejar.

O amor maternal
me foi desviado
aos tropeços
desiguais do
descaminhar.

Começo inseguro,
incerto
frágeis raízes
avitaminadas
sem firmeza
cambaleava.

Acolhedores
e furtivos abraços
trespassavam ao meu redor, 
clamando
a tão requisitada segurança.

Ao encanto "paternal" 
por aquele que briga,
mas não cai
olha para cima
e para baixo
e mantem
o olhar sorridente.


ri e se vai....

Derivação do ser

O ser 
imposto pela sociedade
deve em sua 
magnitude 
se definir em
apenas em feminino 
e masculino. 

O "feminino" 
é sobrecarregado de todas 
as amarras 
e pressupostos exigidos 
por todes.

Com toda conturbação 
o "feminino"
não mais se
identifica assim,
aparecendo 
derivações 
tornando 
o ser radiante 
de felicidade.

O ser 
independente 
de sua derivação 
pode e deve 
lutar pelos seus ideais
definido apenas 
por uma coisa:
sua essência. 


sábado, 13 de novembro de 2021

Desabilitado


 O corpo 

Inabitado 

Há tempos 

Um preenchimento:

O vazio 


Nesse vazio 

Flores tentam nascer 

E florescer 

Mas a força do vazio 

É maior 


Semblante 

De pura inocência, 

Doçura e sonhos 

Comutando-se ao

Apático

Sem forças 

E sem vontade de lutar


A vitalidade 

Deste ser 

Um ser vítreo

Reluzente a luz do sol

Já não depara-se como antes


Esse corpo vítreo 

Se encontra em 

Crescente opacidade 

Que não permite 

O espectro furtacor 

E brilhante 

Esteja presente 

Apenas flores murchas 

Em seu interior


Todas as luzes começam 

A se apagar 

Neste ser

E percebe que a única luz 

Visível, 

Quente 

Agora habita é 

Extracorpórea. 


O ser 

Se constroem 

Em desfiles de "eus"

Cada ocasião um "eu" 

É criado para adaptação 

À viver em sociedade  



https://www.youtube.com/watch?v=WXyLdg4mJxo&list=RDGMEMQ1dJ7wXfLlqCjwV0xfSNbAVMWXyLdg4mJxo&start_radio=1


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

(Des)pretensão

Descansa,
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.

Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.

Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.

Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.










domingo, 9 de agosto de 2015

Feitiço

Noite cálida
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.

O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.


Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.

És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.








sábado, 11 de abril de 2015

A luz

Os floreiros
sutis
e galantes
crackearam
o fragilístico
corpo
vítreo.

O súbito
acaloramento
descompassado
aflorou
o cerne
postulado
morto.

Sorrisos,
risadas,
transposições
orlas macias
fluidificam
emotificâncias
no pulsante vital.

Unificadas
alianças
permearam
corpo/alma
mistificando
o universo
particular.

domingo, 9 de novembro de 2014

A rainha dos sonhos

As trasmutações
possiveis 
e impossiveis 
que uma única 
e singela 
tonalidade 
vocal 
irradiam
por todo 
corpo
de outrem
causando
efeitos
variados
e inesperados.

Apesar
de todo
espectro
gélido
aparente,
toda força
apresentada;
apenas
esconde
uma pessoa
levemente
emotiva
e fragilizada.

Sua alma
se transloca
em facetas
conquistadoras
abusando
de tal
eloquência,
estilo
executivo
e educação
primorosa.

Sua obscuridade
e iluminação
se entrelaçam,
porém seu
âmago
se condiz
a uma pessoa
dia
em busca
de sua pessoa
noite.

Exala
extrema proteção
e amor
por quem
tem seu coração,
tendo
feixes de romantismo.

Sim!!!
Quem tem
seu coração
é sua alma gêmea,
sua noite,
seu yang.