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Desabafos de um ser em transição
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
Derivação do ser
O ser
imposto pela sociedade
deve em sua
magnitude
se definir em
apenas em feminino
e masculino.
O "feminino"
é sobrecarregado de todas
as amarras
e pressupostos exigidos
por todes.
Com toda conturbação
o "feminino"
não mais se
identifica assim,
aparecendo
derivações
tornando
o ser radiante
de felicidade.
O ser
independente
de sua derivação
pode e deve
lutar pelos seus ideais
definido apenas
por uma coisa:
sua essência.
sábado, 13 de novembro de 2021
Desabilitado
O corpo
Inabitado
Há tempos
Um preenchimento:
O vazio
Nesse vazio
Flores tentam nascer
E florescer
Mas a força do vazio
É maior
Semblante
De pura inocência,
Doçura e sonhos
Comutando-se ao
Apático
Sem forças
E sem vontade de lutar
A vitalidade
Deste ser
Um ser vítreo
Reluzente a luz do sol
Já não depara-se como antes
Esse corpo vítreo
Se encontra em
Crescente opacidade
Que não permite
O espectro furtacor
E brilhante
Esteja presente
Apenas flores murchas
Em seu interior
Todas as luzes começam
A se apagar
Neste ser
E percebe que a única luz
Visível,
Quente
Agora habita é
Extracorpórea.
O ser
Se constroem
Em desfiles de "eus"
Cada ocasião um "eu"
É criado para adaptação
À viver em sociedade
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
(Des)pretensão
Descansa,
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.
Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.
Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.
Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.
passos
despretensiosos
leves,
areia
gélida
sopros
desconcertantes
oscilam
o caminhar
silencioso.
Gotas
cristalgadas,
fluem
em pálido
tocante
translúcido
transpondo-se
a areia
gélida.
Efêmera
palidez
do corpo
vítreo
deriva
a cada passo
despretensioso
a singelo
véu.
Tênue
claridade
de nebulosidade
ínfima
entorpecem
quimeras.
domingo, 9 de agosto de 2015
Feitiço
Noite cálida
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.
O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.
Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.
És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.
e fria,
teus olhos
profundos
e indecifráveis
enfeitiçam
as estrelas.
O pincelar
azulado
se deslumbra
com tamanho
o mistério
de sua aurora
boreal.
Quem és tu?
Singelo,
místico,
de leveza
sobrenatural,
despido
de serenidade,
embriagado
de intelecto.
És aquele
que habita
os campos elísios
de meus
devaneios.
sábado, 11 de abril de 2015
A luz
Os floreiros
sutis
e galantes
crackearam
o fragilístico
corpo
vítreo.
O súbito
acaloramento
descompassado
aflorou
o cerne
postulado
morto.
Sorrisos,
risadas,
transposições
orlas macias
fluidificam
emotificâncias
no pulsante vital.
Unificadas
alianças
permearam
corpo/alma
mistificando
o universo
particular.
domingo, 9 de novembro de 2014
A rainha dos sonhos
As trasmutações
possiveis
e impossiveis
que uma única
e singela
tonalidade
vocal
irradiam
por todo
por todo
corpo
de outrem
causando
efeitos
variados
e inesperados.
Apesar
de todo
espectro
gélido
aparente,
toda força
apresentada;
apenas
esconde
uma pessoa
levemente
emotiva
e fragilizada.
Sua alma
se transloca
em facetas
conquistadoras
abusando
de tal
eloquência,
estilo
executivo
e educação
primorosa.
Sua obscuridade
e iluminação
se entrelaçam,
porém seu
âmago
se condiz
a uma pessoa
dia
em busca
de sua pessoa
noite.
Exala
extrema proteção
e amor
por quem
tem seu coração,
tendo
feixes de romantismo.
Sim!!!
Quem tem
seu coração
é sua alma gêmea,
sua noite,
seu yang.
de outrem
causando
efeitos
variados
e inesperados.
Apesar
de todo
espectro
gélido
aparente,
toda força
apresentada;
apenas
esconde
uma pessoa
levemente
emotiva
e fragilizada.
Sua alma
se transloca
em facetas
conquistadoras
abusando
de tal
eloquência,
estilo
executivo
e educação
primorosa.
Sua obscuridade
e iluminação
se entrelaçam,
porém seu
âmago
se condiz
a uma pessoa
dia
em busca
de sua pessoa
noite.
Exala
extrema proteção
e amor
por quem
tem seu coração,
tendo
feixes de romantismo.
Sim!!!
Quem tem
seu coração
é sua alma gêmea,
sua noite,
seu yang.
domingo, 13 de julho de 2014
Azul
Ao acaso
uma linda
e metamórfica
flor
surgiu
em um jardim
caótico.
Delicadeza
da sutil
flor camufla
sua ausência de
envolvimento
de sentimentalismo.
De todas
as cores
de uma flor
a mais
inusitada
e atraente
foi a azul.
Inesperadamente
essa flor
traduz
uma dualidade:
pétalas
de timidez
e um cerne
pouco desenvolvido
de extroversão.
Efetividade
singela
exclusiva
entre a flor
e o jardim
por pulsantes
em tonalidades
gélidas.
O jardim
por fim
não sabe se
já era caótico
ou se a flor
o tornou mais ainda.
“Os dispostos
se atraem
e os opostos
se distraem.”
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