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Desabafos de um ser em transição

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

(In)comum

Um nó
forte, 
cego, 
sufoca
meu cérebro vermelho,
sequestra 
a brisa, 
aniquila 
minhas vontades.

Uma pressão
extravia 
meus pensamentos
insensatos, 
delirantes
a um emaranhado
emotificante
desconexo.

Um ar 
rarefeito 
se pronuncia
aos intermináveis 
burburinhos
e à intermitente
tempestuosa 
salgada.

Uma dor
incessante
dilacera 
esperançosas 
florações
ao tocante
de singelas 
palavras 
a outrem.


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Contra-corrente

Incorrespodência
exata
atrasada
aos planos
meticulosos,
arquitetônicos
dos paraísos
artificiais
gélidos
de minha memória.

Indomável
coragem
ao subterfúgio
da sombra
vitimizante
em cada
piscadela
incrédula
de um
eu-lírico
não patriótico
da intra-pessoalidade.

Obscuridade
tortuosidade
sentenciada
aos simbilantes
incisivos
de juiz de paz
caótico,
fáustico,
à plenitude
solene
de um
simples
não.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Era uma vez...

Das espumas esvoaçantes
brilhos desnorteados
preocupados 
com tamanha explosão
antecedem
inoportúno encontro.

Da singela e cálida
aparição marcada
com altas vibrações
inexpressivamente delimitada
por emotificâncias impropérias.

Cruza-se com
reluzente, límpido
parecer de olhares
extremamente sorridentes
e gélidos
ao tique taquear
de primaveris sombrais
se sentimentalizam.

Aos sons incovencionais,
incomuns
de róseas declamações
em festiva data
afirmam a delicadeza [unificada]
em momentos únicos.
transparecendo a felicidade.

Findos dias
florificáveis
de fragrâncias a 1000/hora
em linda candência
trafegam pipoqueando
em passos
leves imaginativos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Instinto


Please,
please
transforme
o pulsar
inconstante
veementemente
unilateiral
em via dupla
simutânea
de infimos
e cristalinos
tocantes
emotivos.

Ao
olhar-te
sorridente
por
outrem
o desequilíbrio
imutável
instaura-se
em sua jaula
inóspida
e invisível.

Uma
ardência
inquestionável
invoca
vulneráveis
emotificâncias
intoleráveis
florescentes
a emanação
do seu calor.

Ao compasso
irredutível
pensamentos
surreais,
imprópios
transcendem
involuntariamente
indo ao
deprezo
de minha vontade.




domingo, 29 de janeiro de 2012

Hoje!!!

Momento incerto
dúvida
retirada, descontruida
importância alterada.

Convulsão agonisante
borbulha
aos cânulos
de esperança, vivecidade.

Narrativas lúdicas
vivenciam
instigantes
descontentamentos
imprevistos
em linhas gerais

Ao enredo
metamórfico,
irradiante
luminosa
abriga
o novo.


Palco
desconhecido
à pinceladas delicadas
(imprevistas)
o marcam.


Ao espetáculo
me esquivo
parcialmente lapidada.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Confesso

Hoje já não sei
o que buscar
um sorriso acerolado,
minhas epifanias aconchegantes,
uma felicidade falseada....

Por um reflexo inopurtuno
me fragilizo
ao ser brutalmente esculpida
por uma realidade desfalecida.

Em fragmentos
minha coragem
persuadida pela imaginação
já não existe.

Minhas reminiscências
se perdem
em lágrimas
quase secas
de sentimentos
desconjuntados.

Ao reinado
da desesperança
me rendo.

À inércia
de meus suspiros
desacerelo
em pensamentos fúteis.

Ao fim,
estou eu
com um olhar
imperciptível e solitário,
enebriado por autos questionamentos.




terça-feira, 11 de outubro de 2011

À trivialidade entusiástica

Uma brisa
(descomunal)
ao nascer
de um sol
desconhecido
abre
o sorriso
de folhagens
mais antigas.

O pássaro
da cena
se esbalda
desfruta
em um só gole
bem gelado
a sensação
imprevista.

Rabiscos
desnudos
refugiam
da claridade
bronzeante
ao fulgor
de nuvens
imparciais.